Opinião - Codex Maia, de Doulgas Preston

Chancela: Saida de Emergência / 2008
Núm. páginas: 304
Sinopse: aqui
Opinião:

Fiquei decepcionado com este livro, acabando por desistir a menos de 100 páginas do final. Foi uma leitura deveras arrasada, que cheguei a saltar algumas páginas lendo na diagonal. Mas, continuei, esperançado que houvesse uma reviravolta inteligente e surpreendente, porém manteve-se o mesmo ritmo, a mesma acção.

Para aqueles que gostam da cultura Maia, pouco se vão encontrar neste livro. Apenas se fala do Codex Maia (numa página só) e da cidade fantasma (pouca descrição) para onde o pai, doente de cancro já em vias terminais, tinha decidido ser enterrado juntamente com os seus tesouros, os quais tinha roubado enquanto era ladrão de túmulos, e desafiou os seus três filhos a encontrarem a sua sepultura, a fim de eles passarem por todas as dificuldades na selva como o pai tinha passado e lutado para enriquecer. O pai não achava bem que os filhos tivessem vida fácil.

Não é nada como os anteriores livros “Relíquia” e “Enxofre”, estes dois muito bons e inteligentes, os meus preferidos. Deste modo, cheguei à conclusão que o Douglas Preston e o Lincoln Child não podem escrever livros separadamente. Ambos formam uma dupla perfeita e obrigatória.

Pedido de Sugestão - Livros de Anne Perry

Estive a fazer pesquisa sobre os livros de Anne Perry. As capas são magnificas e as sinopses parecem-me muito bons.

Gostaria saber se leram algum destes livros e por qual devo começar?


Opinião - A Segunda Vez, de Mary Higgins Clark

Edição: 2008
Número de Páginas: 366
Editor: Bertrand Editora
Sinopse:
aqui


Opinião
Como acabei o livro anterior mais cedo do que o previsto, só tinha este livro e outro à mão. Peguei este e devorei-o apenas 3 dias! Já tinha ouvido criticas positivas há uns meses aqui na blogsfera e foi uma escolha acertada.
É uma história interessante que me fez agarrar e ler num ápice! Mas não chegou à altura das minhas expectativas. Primeiro, foi fácil adivinhar o grupo “sinistro e perigoso”, este revelado só no final do livro. Segundo, tem pouco ritmo em comparação com os anteriores livros desta autora. Porém, não deixou de ser interessante mesmo! Gostei da forma como a jornalista desvendou este mistério que gira em torno da vacina para o cancro: investigando, entrevistando e juntando as pistas. E o final, apesar de previsível, foi comovente. Também me permitiu alargar uma perspectiva sobre a invenção da vacina e as acções para tal ser concretizada. Não quero entrar em mais pormenores para não estragar o suspense. Apesar dos dois pontos negativos, recomendo a leitura. Não se consegue largá-lo sem saber o desfecho. Lê-se com uma sensação agradável, tal como indica uma das criticas registadas na contracapa do livro: “Os thrillers de Clark têm qualquer coisa de especial".

Opinião - O Jogo do Acaso, de Penny Vincenzy

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 608
Editor: Porto Editora
Sinopse: aqui


Opinião:

Levei este livro para férias. Com este número de páginas, teria demorado a ler duas semanas, mas dei por mim a ler 100páginas por dia em vez de 25 a 50, de tão envolvido que fiquei na história, colado às personagens, ao horror e ao mistério do acidente que matou três pessoas e fez muitos feridos, e às mudanças/reviravoltas dos personagens envolvidos neste acidente. É verdade que se trata de uma história trágica e arrepiante…

Na primeira parte do livro, são nos apresentados os personagens: vida pessoal, profissão, segredos amorosos, problemas pessoais. E depois iremos com eles na estrada, até acontecer o tal acidente. Vai acontecer tudo tão rapidamente que não vamos perceber o que aconteceu exactamente tal como os próprios envolvidos. É a parte mais forte do livro, de pôr os pêlos em pé, de fechar os olhos, de vociferar “palavrões”, de cortar a respiração… Como foi que isto aconteceu? Quem foi o culpado? Daí, aparece a Polícia que irá investigar, averiguar a causa do acidente, interrogar os envolvidos, até à realização de um tribunal. Haverá mentiras, traições, medos e revelações.

Gostei bastante da forma como está contada, o suspense no desenrolar da história, o cruzamento ocasional de personagens (gostei tanto de uns como odiei os outros) e as consequências do pós-acidente. Foi uma leitura que me preencheu.

Opinião - As Asas do Amor, de Nicholas Drayson

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 216
Editor: Quidnovi
Sinopse: aqui

«Um livro que aquece o coração, com um sabor doce único. Fiquei encantado» - Richard Fortey

Opinião:

Gostei muito, foi com dificuldades que fechei o livro, não querendo que terminasse já. Mas acabou, é com um suspiro que digo isto!

Trata-se realmente de uma “comédia deliciosa” que “aquece o coração com um sabor doce único”!

A originalidade da história é fresca e surpreendente, uma aposta de jogo entre dois cavalheiros rivais de cabelos brancos, cujo jogo é aquele que vir mais aves diferentes numa semana convidará Rose, uma linda senhora ao Baile. Assim acompanhamos as aventuras destes dois homens em busca de aves… Não parei de ler enquanto não chegasse ao final, sempre a torcer pelo senhor Malik, que ele vencesse o jogo!

A escrita é muito leve e simples. Deparei com alguns erros, mas nada de alarmante. Uma vez que a história é envolvente, quase não os reparei.

Achei muito interessante a variedade das aves. Tantas espécies! Muitas destas espécies que eu não conhecia. Graças à pesquisa a este site: aqui que muito me ajudou a identificar e a acompanhar a história como se eu estivesse no Quénia ao ar livre, a andar de binóculos, e acima de tudo a participar também neste jogo, a reconhecer aquela ave ou outra que aparecia em frente do senhor Malik.

Aos veteranos românticos, para que não tenham desilusões ou grandes expectativas, devo dizer que este livro nada se assemelha com os livros do Nicholas Sparks. Se esperam ler “cenas tórridas de amor", tipo namorar entre duas partes, não irão encontrar nada disto nesta história. E muito menos lamechices!

O título, de facto, é enganador, até mesmo infiel ao original “A Guide to the Birds of East Africa”. Fala apenas as aventuras dos dois rivais, a vida e o coração “apaixonado” do senhor Malik, e as aves do Quénia!

Vou agradecer à simpática senhora da livraria, por me ter sugerido este livro!

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